O Poder Transformador do Som na Análise Bioenergética

Autores

  • Jayme Panerai Alves

Resumo

Toda infância é repleta de sons, de gemidos, de gritos e de sussurros. Na adolescência, geralmente, o que se observa é um retraimento, um envergonhamento, uma inibição que leva os adolescentes a buscarem-se em tribos de semelhantes. Os adultos, tendo vivido grande quantidade de repressões na busca de sua adaptação ao meio, tiveram um travamento em seu aparelho fonador. O trabalho da Análise Bioenergética apresenta-se com a capacidade e poder devolutório desse direito humano, que é utilizar seu som, sua voz. Geralmente, crescemos contidos porque para a sociedade é feio expressar sons. O choro, a tristeza, o riso, a alegria, todos foram suprimidos em nome de um verniz social que amordaça a maioria das pessoas. Tudo que expressamos transforma. Vozes bloqueadas são prisões que tornam reféns as frases que podem nos libertar. Trabalhar o som é um caminho de integração do ser no processo psicoterapêutico. A Análise Bioenergética cumpre um nobre papel de libertador das garras da peste emocional e da repressão educacional recebida ao longo das últimas gerações.

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Publicado

2014-09-28

Como Citar

Alves, J. P. (2014). O Poder Transformador do Som na Análise Bioenergética. REVISTA LATINO-AMERICANA DE PSICOLOGIA CORPORAL, 1(2), 22–31. Recuperado de https://psicorporal.emnuvens.com.br/rlapc/article/view/18

Edição

Seção

Artigos