Somos Psicanalistas ou Não?
DOI:
https://doi.org/10.14295/rlapc.v12i20.208Palavras-chave:
Sigmund Freud, Wilhelm Reich, psicoterapia corporal, psicanálise, subjetividadeResumo
Neste artigo discute-se a relação de Wilhelm Reich com a psicanálise, visando criar fundamentos para uma proposta de psicoterapia corporal que seja atualizada e compatível com os avanços do conhecimento nos dias de hoje. Essa proposta, que vem sendo desenvolvida nas últimas décadas nos cursos do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica, se caracteriza por: a) integrar as teorias e técnicas das diversas abordagens reichianas, neorreichianas e pós-reichianas numa proposta que assimile as contribuições de cada uma em um todo coerente; b) assumir a ciência biológica como base para lidar com o mundo material objetivo, o que inclui compatibilizar as teorias e técnicas do campo reichiano com os conhecimentos da neurobiologia; c) assumir a Psicanálise (em suas diversas modalidades) como instrumento essencial para lidar com o mundo subjetivo.
Downloads
Referências
BEAN, O. – O milagre da orgonoterapia. Rio de Janeiro: Artenova, 1976.
BLEICHMAR, C. & BLEICHMAR, N. – A Psicanálise Depois de Freud: Teoria e Clínica. Porto Alegre: Artmed, 1992.
BOYESEN, G. – Entre Psiquê e Soma. São Paulo: Summus, 1986.
DAMÁSIO, A. – A estranha Ordem das Coisas. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
FENICHEL, O. - Teoria Psicanalítica das Neuroses. Rio de Janeiro: Atheneu, 1981.
FREUD, A. - O Ego e os Mecanismos de Defesa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.
FREUD, S. – A História do Movimento Psicanalítico. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas, vol. XIV. Rio de Janeiro: Imago, 1974, p. 13-82.
_____________ – Prefácio à Terceira Edição. In FREUD, S. – Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas, vol. VII. Rio de Janeiro: Imago, 1972, p. 123-250.
GAIARSA, J. A. – Reich – 1980. São Paulo: Ágora, 1982.
_____________ – Respiração e Angústia. São Paulo: Informática, 1971.
MARTINS, F. O nome próprio: da gênese do Eu ao reconhecimento do outro. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1984. cap. 1-3, p.11-42.
MEZAN, R. – Paradigmas e modelos na Psicanálise atual. In: PELLANDA, N. M. C.; PELLANDA, L. E. C. (Org.) – Psicanálise Hoje: Uma Revolução do Olhar. Petrópolis: Vozes, 1996, p. 347-355.:
NAVARRO, F. – Metodologia da Vegetoterapia Caractero-analítica. São Paulo: Summus, 1996.
REGO, R. A. – Reich e Freud: compatibilidade e incompatibilidades. Rev. Soc. Wilhelm Reich RS, Porto Alegre, 5: 59-74, 2002.
___________ – A Clínica Pulsional de Wilhelm Reich: Uma tentativa de atualização. Psicol. USP, 14: 35-59, 2003.
___________ – Psicanálise e Biologia: Uma discussão da pulsão de morte em Freud e Reich. Tese de Doutorado. Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2005.
___________ – A palavra é um caminho. In: SALTINI, C. & FLORES, H. – Lacaneando. Rio de Janeiro: Wak, 2009.
___________ – Deixa vir ... Elementos clínicos de Psicologia Biodinâmica. São Paulo: Axis Mundi, 2014.
___________ – Reich e a biologia. In MATA, João (Org.) – Wilhelm Reich e saberes insurgentes. São Paulo: Summus, p. 141-159, 2024.
REICH, W. – Reich fala de Freud. Org. Mary Higgins & Chester Raphael. Lisboa: Moraes, 1979.
____________ – A Função do Orgasmo 10.ed. São Paulo: Brasiliense, 1984.
____________ – Análise do Caráter 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).