Maternidade como escolha: Do corpo colonizado ao corpo-território, uma contribuição crítica de gênero e decolonialidade para a Bioenergética
DOI:
https://doi.org/10.14295/rlapc.v13i21.224Palavras-chave:
maternidade, Bioenergética, corpo-território, gênero, decolonialidade, cuidadoResumo
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre a maternidade como construção histórica, política e corporal, tensionando leituras essencialistas que a compreendem como destino natural das mulheres. A partir de contribuições feministas, interseccionais e decoloniais, especialmente em Silvia Federici, Angela Davis, Lélia Gonzalez, Vera Iaconelli e Bell Hooks, discute-se como o corpo feminino foi historicamente colonizado pelo patriarcado, pelo capitalismo e pela lógica colonial. Em diálogo com a Análise Bioenergética, o texto revisita aspectos da obra de Alexander Lowen que centralizam a figura materna no desenvolvimento psíquico e corporal, apontando os riscos clínicos de se naturalizar o cuidado como atributo feminino. Defende-se uma escuta bioenergética contemporânea capaz de sustentar a maternidade como possibilidade, e não como destino, reconhecendo que o corpo é também território histórico, social e político.
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Referências
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