Amor, Trabalho e Conhecimento: As Fontes da Vida

Larissa Rafaelly Sales Duarte, Eliana Maria Cunha de Castro

Resumo


Este artigo apresenta uma breve discussão a partir da concepção de Reich sobre as fontes da vida e no desenho do Zé Ninguém que retratou em livro com o título homônimo. Dialogando com Reich, o artigo traz a relação entre trabalho e prazer fundamentada na Teoria da Psicodinâmica do Trabalho de Christophe Dejours. Reflete-se sobre o tema, tendo como objeto central a saúde no sentido da capacidade do sujeito recuperar-se de possíveis adoecimentos e de  fazer  escolhas  que  o  mantenham  no  contexto  saudável  da  vida.  O trabalho é entendido como fonte de saúde e doador de sentido para o sujeito. O conhecimento refere-se à sabedoria de fazer escolhas conscientes que promovam o bem-estar e o prazer. E o amor é entendido como a base necessária para que o sujeito possa acolher a vida e expressar suas emoções de forma  adequada.  As condições atuais de vida  que  convocam  o  sujeito  ao  individualismo levam-nos  a  pensar  se  haveria  no  mundo  contemporâneo  um  Zé  Ninguém  tal  qual  Reich retratou séculos atrás e, se havendo, qual a possibilidade de a experiência do sujeito com o trabalho ser permeada pelo amor e pelo conhecimento. Há um convite expresso ao leitor para refletir sobre a relação com o trabalho enquanto autor da sua vida e comprometer-se com as estratégias que podem modificar o modo de gestão e funcionamento das relações no ambiente de trabalho que  levam  ao  adoecimento  A  pesquisa  teve  como  fonte  de  dados,  publicações cientificas   no   google   acadêmico,   google   e   scielo   e   foi   elaborada   através   de   estudos bibliográficos.

 

Palavras-chaves: Amor. Trabalho. Conhecimento.


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